Um olhar sobre o significado da verdadeira felicidade

Um ano novo em breve se aproxima e a ansiedade pela chegada de um período de muitas festas começa a se manifestar em meio à sociedade. Presentes, viagens, novos planos e ideias compõem esse momento de inevitável celebração. Falemos um pouco mais sobre isso.
Celebrar é algo que nos coloca automaticamente em um estado pleno de felicidade. As pessoas sorriem, cantam, dançam, glorificam uns aos outros, experimentando momentos de uma bem-aventurança genuína quando conectadas com o “sentir” da alma.
Esse estado de bem-aventurança, na verdade, é inerente à alma. De acordo com os Vedas, a alma é eterna, plena de conhecimento e bem-aventurança. Mas se somos almas por que experimentamos momentos de total afastamento desse estado de felicidade?
A Bhagavad Gita nos ensina que o mundo no qual vivemos é dukalayam asasvatam, um mundo temporário, cheio de sofrimentos. A dualidade e as desavenças que o compõem nos mostram claramente que se não equilibrarmos o sentido espiritual de nossas vidas internamente, seremos para sempre reféns da inconstância dessas mazelas. O que fazer?
No diálogo com o guerreiro Arjuna, Krishna explica quais são os primeiros passos para se conquistar o estágio brahma-bhuta, no qual não há desejos de felicidade externa material e sim uma sensação de felicidade interior, um contentamento que nos afasta da necessidade de se buscar bem-aventurança no que é externo e superficial. E tudo começa com a mente.
Quando controlamos a mente através da regulação dos sentidos, de um bom sadhana (prática espiritual), seguindo as instruções de um mestre espiritual genuíno, alcança-se o que é conhecido como samadhi, estado no qual não mais nos afetamos pelas dualidades do mundo, como felicidade e tristeza, saúde e doença, riqueza e pobreza, frio e calor etc. Esse é um dos 18 estágios de perfeito cultivo de conhecimento mencionados no capítulo 13 da Bhagavad Gita.
Conquistando a mente é possível regozijar-se em si mesmo, reconhecendo a beleza e a perfeição de cada detalhe da criação, mesmo num mundo ilusório, que, na verdade, cumpre com a incrível missão de nos fazer despertar para o sentido da verdadeira celebração. Uma celebração interna, constante, inquebrantável, que não se esgota na manhã seguinte e que nos reconecta com Deus – a fonte verdadeira de toda felicidade.
*Textos autorais por Bhakti Rasa Devi.

“Aquele cuja felicidade é interior, que é ativo e se regozija dentro de si, e cujo meta é introspectiva, é de fato o místico perfeito. Ele libera-se no Supremo e por fim alcança o Supremo.” – Bhagavad Gita Como Ele É, Capítulo 5, Verso 24.

Celebre conosco em Consciência de Krishna o Detox dos Sentidos de Fim de Ano! Programação: https://web.facebook.com/events/2584440261642989/
Informações e reservas: reservas@cantodopapagaio.com.br.