A prática de jejuns é antiga em nossa sociedade, tanto para fins de manutenção da saúde quanto para fins espirituais. Trata-se de uma prática de desintoxicação e realinhamento das funções de nosso organismo, podendo até auxiliar na cura de enfermidades.
Toda a prática de jejum exige responsabilidade e acompanhamento. Seus propósitos devem ser definidos com consciência e bom senso e sua prática deve sempre ser supervisionada.
Jejuar é um processo que auxilia no desenvolvimento de autodomínio, ao fortalecer nossa determinação de nos privarmos daquilo que porventura gostaríamos de comer. Isso nos faz desenvolver disciplina, fator essencial na conquista de nossas metas e objetivos mais elevados.
Através da prática de jejuns desenvolvemos clareza mental, controle sobre o ego e, principalmente, autoconhecimento. A ciência nos confirma que jejuns intermitentes, por exemplo, combatem doenças graves como diabetes, doenças cardiovasculares, epilepsia e até o câncer.
Quando deixamos de comer por um período nosso corpo realiza um movimento de readaptação e limpeza. Importantes processos de reparo celular e alteração dos níveis hormonais são ativados para tornar a gordura corporal armazenada mais acessível. Há redução nos níveis de insulina e aumento do hormônio do crescimento humano. Ou seja, nosso corpo manifesta uma capacidade impressionante de se adequar e escolher o que realmente precisamos durante o jejum.
Além dos benefícios físicos e mentais, jejuns realizam uma desintoxicação profunda em nossos corpos sutis e em nossas emoções. Ao nos propormos seguir regras e regulações e colocarmo-nos à prova com o intuito de evoluir, jejuar pode ser um caminho atrativo para a abertura de nossa intuição e do silêncio interno.
Vale lembrar que a prática de jejuns é incentivada sempre com a devida supervisão e consciência de que jejuar não visa ao emagrecimento ou questões relacionadas à mera especulação. Espiritualidade e saúde são seus pilares e as necessidades são manifestadas no coração.