Como foi seu dia hoje? O que fez ao acordar e o que sentiu ao se recolher? Cumpriu com suas metas, faltou alguma coisa… fez o que planejou?
Faz bem perguntarmo-nos quanto de nossas tarefas hoje expressam nossa essência como almas espirituais – aquela pura e benevolente, desinteressada, que só quer servir. A rotina daria ganha peso com a pressão dos horários curtos e desorganizados. O tempo virou luxo.
Ao menos durante um intervalo devemos nos questionar a respeito do convite que a sociedade hoje nos faz, especialmente o mercado de trabalho, em relação a sermos ou não robotizados para pagar as contas, esquecendo-nos de nos perguntar sobre o que realmente buscamos para nossas vidas, o que queremos manifestar dentro de cinco anos, onde queremos estar…
Inúmeras ferramentas hoje são disponibilizadas para que nos reconectemos de forma mais consciente com nossas reais necessidades. Mas será que devemos dar a essas ferramentas o poder de decidir por nós quais são nossos anseios mais profundos?


Queremos trabalho, amigos, amores, espiritualidade, dinheiro, viagens, lazer, filhos. Queremos tudo.
E o que temos dado? Como tem sido nossa entrega e retribuição para com a vida diante de tantos sonhos e expectativas, cujos resultados nada mais refletem do que a emanação de nossos próprios esforços – ou a ausência deles.Se, afinal, temos o direito de sonhar e cultivar metas para nossas vidas, certamente possuímos também a capacidade de servir e demonstrar de alguma forma gratidão pelo que já nos foi dado a cada dia, a cada instante.
Servir é descobrir felicidade duradoura. Servir sem ser servido, servir para amar, render-se e lapidar-se a si mesmo. Quanto de nós temos dado e quanto dos outros temos

esperado?

Servir é o melhor remédio e servir a fonte correta é a cura. Srila Prabhupada instrui em um de seus preciosos comentários do livro “Ensinamentos da Rainha Kunti” que o dever do servo é servir a Deus, pois a consequência disso é a perfeição. “Bhakti é um r

elacionamento entre senhor e servo. O dever do servo é servir o senhor, e o senhor supre tudo o que o servo necessita. A literatura védica nos ensina que Kṛṣṇa pode suprir todas as necessidades de alguém. Não existe escassez, nem problema econômico. Temos simplesmente de tentar servir Kṛṣṇa, em consequência do que tudo será perfeito”, diz Prabhupada.
Cultivar uma vida de serviço e rendição com benevolência e compaixão, de forma desinteressada, qualifica-nos a receber o autoconhecimento. Este, sim, poderia ser perseguido diariamente com uma boa dose de determinação. A consequência é uma só. E ela se chama liberdade.